Há muitas maneiras de contar ao seu companheiro que está chegando um
bebê para alegar a casa, mas essa experiência foi bem diferente do que poderia imaginar...
Do inicio
Namoro iniciado na faculdade, não demorou muito para juntar as malas e mudar para uma casa juntos.
Ainda estudando, não estava nos planos ter um bebê para tanto alguns métodos contraceptivos eram usados e durante três anos e meio funcionou!
Fora do País
Como a vida acadêmica era prioridade, a oportunidade de ampliar os conhecimentos apareceu com uma bolsa de intercâmbio nos Estados Unidos e, por sorte (dizem alguns), ambos foram contemplados com bolsa na mesma universidade estrangeira. O convívio matrimonial não mudara tanto, mesmo com a divisão de quartos, pois o ambiente era favorável a tudo que fosse lícito, inclusive namorar!
Embora os estudos e adaptação a uma nova cultura fosse um desafio, tinha sempre um ao outro como apoio e companhia, aonde um fosse geralmente o outro acompanhava. Não se sabe se por medo, insegurança, amizade, compromisso o fato é que mais parecia uma dupla sertaneja, ou os super gêmos (ativar!!! não aguentei), não 'funcionava' longe um do outro.
A notícia
Em uma noite fria, gelo no chão e neve caindo na janela, deitado na cama assistindo TV e ela do lado com a preocupação de um atraso no período, foi então que um teste de farmácia foi feito só para confirmar (ou desconfirmar) um possível motivo desse atraso, já que outros cinco testes foram realizados e todos com resultado negativo.
Não demorou muito para que a porta fosse aberta, vagarosamente como quem quer entrar mas ainda não foi convidado e a passos mansos, ela entra no quarto chorando e daí a imaginação tomou lugar sobre o que teria acontecido nesse meio tempo (se alguém falou ou fez algo ruim a
ela)...num suspiro de coragem ela diz:
-"Tamo laskado....tô grávida!"
Uma forte gargalhada foi a reação inicial enquanto, ela ainda aos prantos, não parava de olhar daquele jeito de alguém que pede socorro sem saída. O clima agora ficou sério e as gargalhadas - não se sabe se alegria ou susto - cessaram para iniciar uma longa conversa entre uma futura mãe e um pai que já possuía experiência no assunto.
Depois da conversa - que mais parecia uma sessão terapeutica - veio calmaria com a promessa de apoio total, em todos os momentos, consultas, compras, cuidados, em tudo.
"Lar doce lar"
A bolsa de estudos chegou ao fim, e ambos voltaram para o Brasil. No tempo esperado para a gestação, chegando ao hospital as sete da manhã, a tensão aumentava à espera de notícas sobre o nascimento ou qualquer informação sobre os dois, mamãe e bebê, uma vez que a bolsa já tinha sido rompida. Foram quase 4 horas de espera para a notícia do motivo daquele choro de "tamo laskado" e que ele tinha chegado ao mundo por uma intervenção cirúrgica (cesária era a unica opção pela circunstância) e que mamãe e bebê passavam bem e longe qualquer risco.
Apesar de uma pequena má formação na orelhinha, o bebê parecia saudável, assim como a mamãe que não parava de olhar o filhote, deitado no berço da enfermaria, e o fazia com olhos de esperança, responsabilidade e extrema alegria ao perceber que tudo ocorrera como conversado no dia da notícia (ou choro e desespero).
Agora é esperar as outras notícias aqui no blog sobre o casal... quer dizer... a família que terá de enfrentar uma batalha na educação, cuidado, paciência, carinho, noites sem dormir e as coisas que são imprevisíveis quando se tem sob sua proteção um ser tão frágil e dependente.

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